Caso Master: senador reforça pedido de saída de Toffoli e cita resort no PR

Em novo documento, Eduardo Girão (Novo-CE) pede que informações sobre resort de luxo sejam acrescentadas à representação sobre a conduta do magistrado


Julliana Lopes | CNN

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) reforçou junto à PGR (Procuradoria-Geral da República) o pedido de afastamento do ministro do STF Dias Toffoli da condução das apurações relacionadas ao caso do Banco Master.


Em novo documento, o parlamentar aponta uma possível ligação do magistrado com o resort de luxo Tayayá, localizado no interior do Paraná. As informações constam em reportagens já publicadas pela imprensa e foram anexadas à representação apresentada pelo senador.

O empreendimento, que já teve vínculos diretos com familiares do ministro, está envolvido em uma transação que inclui o cunhado do dono do Banco Master, Fabiano Zettel, e irmãos de Dias Toffoli.

“Ainda que a vinculação se dê de forma indireta e intermediada por veículos de investimento, trata-se de conexão objetivamente relevante, sobretudo à luz do dever de cautela reforçada imposto a magistrados que exercem função jurisdicional em casos de alta sensibilidade institucional”, afirma o documento ao qual a CNN Brasil teve acesso.

Reportagens publicadas pelo portal Metrópoles indicam que o ministro teria passado ao menos 168 dias no resort Tayayá, totalizando R$ 548,9 mil em diárias custeadas pelo Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região.

No documento, Girão solicita que as novas informações sejam anexadas à representação já encaminhada à PGR.

A petição enviada ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, também contesta a decisão de Toffoli que determinou que materiais lacrados apreendidos em uma operação da PF (Polícia Federal) sobre o Banco Master fossem remetidos diretamente ao STF.

A PGR ainda não se manifestou sobre o pedido.

Procurado, o gabinete de Dias Toffoli informou que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente à permanência do processo no Supremo Tribunal Federal e, mais recentemente, arquivou pedidos de impedimento e suspeição do magistrado.

Ressaltou ainda, que todos os requerimentos formulados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal foram integralmente deferidos, com as investigações devidamente autorizadas Toffoli e atualmente estão sob a custódia dos órgãos competentes para fins de análise e instrução.

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