Redução de R$ 14 milhões no orçamento da universidade afetará serviços básicos
Zero Hora
Com o corte de cerca de 7% no orçamento de 2026, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) ainda não definiu quais serão os serviços cortados para o próximo ano. A reitora Marcia Barbosa, afirmou nesta terça-feira (30), em entrevista ao Gaúcha Atualidade, da Rádio Gaúcha, que espera a reversão da decisão do governo antes de precisar escolher.
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Segundo a reitora, é deste orçamento cortado que vem o dinheiro para o pagamento de 1,3 mil terceirizados que prestam serviço de segurança, portaria, limpeza e de cozinha. Além disso, também é fruto deste valor o pagamento de contas de luz, telefone, água e bolsas de assistências estudantis da universidade.
— Esse orçamento mantém o básico. Se eu tiver que cortar 7% disso, eu vou ter que fazer escolhas entre alimentar os estudantes ou os animais da Estação Experimental Agronômica. Ou quem sabe cortar energia elétrica de equipamentos que estão fazendo pesquisa de ponta — afirmou Barbosa.
A universidade espera que o Ministério da Educação (MEC) consiga realocar recursos de outros setores para manter as instituições. O MEC confirmou que busca formas de reduzir o impacto para assegurar a execução das políticas públicas. Em nota, a pasta declarou que o objetivo é garantir a continuidade das ações educacionais.
Durante a entrevista à Gaúcha, a reitora ponderou sobre a discrepância nos orçamentos aprovados para as universidades federais e para emendas parlamentares.
— É muito injusto porque ele vai ter que tirar dinheiro de alguma política pública para colocar nas universidades, que também são uma política pública. O orçamento das emendas parlamentares, que passou de R$ 50 bilhões para R$ 60 bilhões, não será tocado.
Além disso, a reitora ponderou que pretende seguir brigando para que o corte de orçamento da instituição não volte a se repetir:
— Essa briga não para quando o recurso retornar. Estou comprando uma briga pela redução dos recursos das emendas parlamentares. Se não, nós estaremos em dezembro de 2026 tendo esta mesma conversa.
O corte de R$ 44 milhões das universidades federais do Rio Grande do Sul no Orçamento de 2026, a se confirmar a Lei Orçamentária Anual, aprovada pelo Congresso, espera pela sanção ou veto do presidente Lula. O corte na UFRGS, a maior do Estado, chega a R$ 14 milhões. O orçamento, inicialmente previsto em R$ 200 milhões, caiu para R$ 186 milhões.
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