PF classifica como foragido presidente de instituto contratado pelo PL para auditar urnas

Defesa do engenheiro diz que ele mudou de casa, mas não quis passar o novo endereço


Por Eduardo Gonçalves | O Globo — Brasília

Um dos dez alvos de prisão domiciliar decretada neste sábado, o presidente do Instituto Voto Legal (IVL), o engenheiro Carlos Rocha, não foi localizado pelos agentes da Polícia Federal e passou a ser considerado como foragido. A defesa dele informou que ele mudou de endereço e não quis passar o novo local onde reside.

Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, Dono do Instituto Voto Legal (IVL) — Foto: Reprodução

"A sua defesa técnica foi informada pela Polícia Federal que havia mandado de prisão domiciliar e outras medidas ainda pela manhã. Ao tentar contato com Carlos Rocha, ele nos telefonou, informou que havia mudado de endereço, não declinou o novo e encerrou a chamada", diz a nota da defesa assinada pelos advogados Melillo do Nascimento e Gladys Nascimento.

Rocha foi condenado pela Primeira Turma do STF a sete anos e seis meses de prisão em regime inicial semiaberto. Ele é um dos que recebeu uma das menores penas impostas aos condenados nos processos trama golpista. O caso em questão ainda não transitou julgado e é passível de recursos.

O Instituto Voto Legal, presidido por Rocha, foi contratado pelo PL - partido do ex-presidente Jair Bolsonaro - para auditar as urnas das eleições de 2022.

Ele integrava o chamado núcleo 4 da trama golpista, que, segundo a Procuradoria-Geral da República, foi responsável por fabricar e disseminar "narrativas falsas contra o processo eleitoral, os Poderes constitucionais e as autoridades que os representam".

Ao condenador o grupo, Moraes afirmou que o objetivo deles era "desacreditar as eleições para permanecer no poder".

Nova leva de mandados

A PF cumpriu ao todo dez mandados de prisão domiciliar determinados por Moraes neste sábado. A medida visa evitar novas fugas por parte parte de condenados em três ações penais da trama golpista. Conforme a decisão do ministro do Supremo, eles são obrigados a usar tornozeleira eletrônica e entregar os passaportes e não podem receber visitas sem autorização judicial nem utilizar as redes sociais.

Até a manhã deste sábado, a PF cumpriu os mandados contra os seguintes alvos:
  • Filipe Martins (PR), ex-assessor da Presidência do governo Bolsonaro
  • Giancarlo Gomes Rodrigues (BA), subtenente do Exército
  • Marilia Ferreira de Alencar (DF), ex-diretoria de Inteligência do Ministério da Justiça
  • Angelo Martins Denicoli (ES), major do Exército
  • Fabricio Moreira de Bastos (TO), coronel do Exército
  • Sergio Ricardo Cavaliere (RJ), tenente-coronel do Exército
  • Bernardo Romão Correa Netto (DF), coronel do Exército
  • Ailton Gonçalves Moraes Barros (RJ), ex-major do Exército

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