Atos convocados por partidos de esquerda nas capitais neste domingo, 14, teve adesão menor do que protesto de setembro contra a PEC da Blindagem
Por Vinícius Valfré | O Estado de S.Paulo
SÃO PAULO E BRASÍLIA – Partidos políticos da esquerda e movimentos sindicais realizam, neste domingo, 14, atos contra a proposta de anistia e contra redução de penas para os condenados por envolvimento na trama golpista. Os manifestantes vão às ruas em várias cidades do País quatro dias depois de a Câmara aprovar o chamado projeto de lei da dosimetria, que diminui penas. O texto ainda será analisado pelo Senado.
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| Protesto contra anistia e redução de pena de Bolsonaro reúne manfiestantes na Esplanada dos Ministérios em Brasília Foto: Wilton Junior / Estadão |
O Partido dos Trabalhadores (PT), do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é um dos principais mobilizadores dos atos, com convocações feitas nos perfis oficiais e por seus dirigentes.
Em Brasília, o grupo se reuniu na parte central da cidade e fez uma passeata até o Congresso. Os discursos e as faixas foram marcados por críticas diretas ao presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e ao Congresso, chamados de “inimigos do povo”. A Polícia Militar do Distrito Federal informou que não fez estimativa de público.
Em São Paulo e no Rio de Janeiro, as manifestações são previstas para esta tarde. Em capitais como Salvador (BA), Maceió (AL) e Belém (PA), os atos ocorreram pela manhã.
Na quarta-feira, 10, o plenário da Câmara aprovou o projeto de lei que reduz as penas de envolvidos nos ataques do 8 de Janeiro e que pode beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A proposta agora vai tramitar no Senado.
Segundo deputados governistas, a decisão de Hugo Motta de colocar o projeto da dosimetria na pauta de votação do plenário causou surpresa. O texto foi aprovado por 291 votos favoráveis e 148 contrários, em uma votação que ocorreu durante a madrugada.
Pelo texto, a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pode cair de 27 anos e três meses de prisão para 20 anos e reduzir o tempo de cumprimento em regime fechado de seis anos e dez meses para dois anos e quatro meses.
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