Flávio Dino diz haver "fortes indícios" de que Tuca integrava uma "estrutura organizada" voltada ao desvio de emendas
Gabriela Boechat | CNN Brasil, Brasília
Alvo de operação da PF (Polícia Federal) nesta sexta-feira (12), Mariângela Fialek (Tuca), ex-assessora do deputado e ex-presidente da Casa Arthur Lira (PP-AL), "exercia o controle" de desvios de emendas parlamentares, decorrentes do orçamento secreto.
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| Mariângela Fialek • Reprodução |
De acordo com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino, que autorizou a operação, os dados obtidos durante a investigação mostram que Tuca tinha uma "atuação contínua, sistemática e estruturada" na gestão dos recursos.
O inquérito que resultou na operação contou com o depoimento de seis parlamentares. As audiências, segundo Dino, demonstraram que Tuca agia diretamente na operacionalização do encaminhamento de emendas, efetuando-as supostamente em nome do ex-presidente da Câmara dos Deputados, o Deputado Arthur Lira.
O ministro cita ainda que há "fortes indícios" de que ela integrava uma "estrutura organizada" voltada ao desvio de emendas, que contava com o redirecionamento forçado dos recursos, determinado por Lira, cujo principal beneficiário era o estado de Alagoas.
A PF (Polícia Federal) realizou nesta sexta-feira (12), em Brasília, uma operação para investigar desvios na destinação de recursos públicos por meio de emendas parlamentares e que teve Mariângela como alvo. Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos na casa e sala de trabalho dela.
Atualmente, Mariângela está lotada como servidora da liderança do PP, mas sempre atuou como braço direito de Lira, principalmente à época em que ele era presidente da Câmara.
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