Silêncio sobre suposto sumiço de combustível permanece em Silva Jardim, onde vereadores denunciaram desabastecimento

Em março deste ano, em vistoria ao setor responsável pelo abastecimento da frota da Prefeitura de Silva Jardim, um grupo de vereadores constatou falta do combustível necessário e escancararam isso nas redes sociais, alegando que deveriam ter sido encontrados por lá o suficiente para atender a demanda.


Elizeu Pires

Passados mais de cinco meses deste então, ninguém fala mais no assunto na Câmara e, pelo que consta, a Prefeitura ainda não se pronunciou oficialmente sobre problema, mas o fato é que a empresa fornecedora de gasolina e óleo diesel à Prefeitura, a Rede Sol Fuel Distribuidora – que entrou para o noticiário depois que de ter o nome citado nas investigações da Polícia Federal, no âmbito da Operação Carbono – já recebeu dos cofres da municipalidade este ano mais de R$ 2,2 milhões.

Os valores que constam como pagos pelo fornecimento de combustíveis somam R$ 8.099.134,81

Ao todo a empresa aparece no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) como titular de quatro contratos junto à Prefeitura de Silva Jardim, com valores que somam R$ 8,1 milhões.

O último é o de número 048, datado de 7 de agosto de 2024, com valor global de R$ 3,4 milhões, tendo como objeto o fornecimento de 300 mil litros de gasolina comum e 300 mil litros de óleo diesel, superando em muito a soma de dois contratos firmados anterior para compra de 240 mil litros de gasolina e 320 mil litros de diesel, os contratos 007/23 e 103/23.

Pelo que está no sistema que registra as despesas empenhadas e pagas pela Prefeitura de Silva Jardim, a compra de combustíveis junto à Rede Sol custou R$ 672.451,50 em 2022, R$ 2.122.039,31 em 2023, R$ 3.062.703.10 em 2024 e R$ 2.241.393,99, soma de valores quitados entre janeiro e agosto de 2025.

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