A Polícia Federal entregou ao presidente do Supremo, Edson Fachin, novos pedidos de investigações relacionadas ao banco Master. O material, obtido em aparelhos de Daniel Vorcaro, dono da instituição, abre ao menos três novas frentes de apuração e menciona, além do relator do caso, Dias Toffoli, pessoas com foro de prerrogativa de função no STF e também sem foro.
Daniela Lima e Fabio Serapião | UOL
Segundo apurou o UOL, o diretor-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues, entregou o material pessoalmente a Fachin na última segunda-feira (9), em reunião que está registrada na agenda do ministro.
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| Ministro Dias Toffoli durante sessão plenária do STF | Imagem: Nelson Jr./SCO/STF |
De acordo com fontes, a PF agora aguarda "encaminhamento técnico e jurídico" para cada uma das averiguações.
Entre os novos achados há uma série de conversas entre Toffoli e Vorcaro, o que aprofunda a percepção de que havia uma relação próxima entre ambos.
Como Toffoli relata uma das apurações relacionadas ao Master no STF — e agora integrantes do Congresso Nacional também foram implicados pelo conteúdo apreendido com Vorcaro —, a PF aguarda deliberação do presidente do Supremo sobre o destino dos novos pedidos de investigação e também uma análise sobre o material que menciona o ministro do STF.
Toffoli é alvo de uma série de questionamentos sobre a condução do caso desde o nascedouro da apuração e viu as críticas se avolumarem após revelação de que a família do ministro tem um resort que fez uma série de transações milionárias com fundos ligados ao banco Master.
Agora, com a descoberta de que o ministro e Vorcaro mantinham conversas, a crise tende a se aprofundar.
O Supremo está profundamente dividido sobre o que fazer diante do caso.
Desde o início, Toffoli afirma que não há motivo para se declarar impedido de julgar o tronco do caso Master que está sob seu mando, fundamentalmente focado na tentativa de compra do Master pelo BRB.
Procurado, o ministro Dias Toffoli não se manifestou.
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